Como fazer para sair do vício

Como fazer para sair do vício?

A primeira coisa que um viciado deve ter em mente é que o vício em drogas ou em substâncias químicas não é uma falha de caráter nem um sinal de fraqueza. Na realidade, um viciado é portador de uma doença, e vai muito mais que simples força de vontade para superar o problema. O uso de drogas causa mudanças na forma como as informações são processadas em nosso cérebro, o que faz com que a sobriedade pareça algo impossível a ser atingido. Mas saiba que não importa quão grave seja o seu problema, ele sempre pode ser resolvido. O caminho é difícil, mas recompensador. Saiba mais sobre como fazer para sair do vício.

  • Reconheça o problema e decida dar o primeiro passo

Para a grande maioria dos viciados, o passo mais difícil é reconhecer que tem um problema e decidir mudar de vida. É natural ter incertezas sobre o caminho a ser trilhado, ainda mais sabendo que não será fácil. Não se sinta fraco se perceber que está relutante em abandonar o vício, mesmo sabendo de todo o estrago que ele fez em sua vida. Você não está sozinho. Mas saiba que, com o devido tratamento, você mudará completamente a forma como vê a vida, como lida com os problemas, com as pessoas que você convive, e com a forma que você enxerga a si próprio. Saiba que tudo irá dar certo ao final, e tenha coragem para isso.

Para muitas pessoas, refletir sobre as razões pelas quais se busca o abandono do vício ajuda muito. Faça uma lista, reflita sobre ela. Se você já tentou sair do vício anteriormente, pense por que as tentativas não deram certo, e saiba reconhecer os esforços positivos. E não tente abraçar o mundo e fazer tudo sozinho e no menor tempo possível: seja humilde, peça apoio das pessoas próximas e escolha o melhor tipo de tratamento para você. Seja paciente ainda que tenha alguma recaída. Com o tempo e a perseverança, tudo dará certo.

  • Busque o melhor tratamento para a sua situação

Pesquise as opções de tratamento existentes e passe por mais de um profissional até encontrar algum com que você tenha empatia. Fuja de programas prontos: você deverá ser examinado e todas as suas particularidades deverão ser levadas em conta para que um programa totalmente personalizado às suas necessidades seja desenvolvido. Isso pode até sair mais caro, mas acredite, no final, valerá cada centavo. Um bom programa é aquele que investiga e trata qualquer outro problema psicológico ou de saúde não diretamente relacionados ao uso da droga, como depressão ou algum transtorno de ansiedade, por exemplo. Por fim, saiba que o compromisso é a chave. Se você decidiu trilhar esse caminho, viva um dia por vez e mantenha-se firme até o final.

  • Procure apoio em amigos e família

Saiba que, muito embora você tenha entrado sozinho nessa estrada, sair dela não precisa ser assim. Se abra com as pessoas mais próximas, peça seu auxílio para abandonar o vício. Qualquer que seja o tipo de tratamento escolhido, influências positivas e um ponto de apoio sólido é fundamental. Quanto mais pessoas puderem te encorajar, te guiar, emprestar um ouvido amigo para os momentos de dificuldade, melhor. Cerque-se delas. E livre-se sem dó de quem não se mostrar disposto a cooperar. Essas pessoas não merecem estar à sua volta.

Quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico?

Quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico?

Uma das primeiras perguntas que um paciente ou sua família fazem quando buscam o tratamento é: quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico? Bem, a resposta é que depende. Depende exatamente daquilo que você quer dizer com recuperação. Se você acha que a dependência química possui cura, a resposta é “não”. Esse tipo de vício é, na verdade, uma doença, que pode ser equiparada a doenças crônicas, como a asma. Você pode controlar sua intensidade e os seus sintomas, mas ela nunca vai desaparecer por completo.

Mas se para você a recuperação significa a possibilidade de voltar a viver uma vida normal, com vida social, trabalho, finanças e família em ordem, sem que nenhuma de suas atitudes seja comandada pelo vício, então sim, isso é possível. Se houver a devida intervenção e o tratamento correto, o paciente pode aprender a controlar os impulsos de consumo, a lidar com qualquer tipo de gatilho que o leve a buscar a solução nas drogas e a substituir os hábitos antigos por outros mais saudáveis.

Ocorre que, como cada pessoa é única, da mesma forma o tratamento de cada paciente também será único. Sua duração irá depender de inúmeros fatores, tais como: o tipo de droga usada, o tempo e a profundidade do vício, os fatores psicológicos que o levaram a buscar a droga como alívio, a existência de apoio familiar ou não, se a procura da cura foi voluntária ou não, se o paciente aderiu de fato ao tratamento, etc. É claro que conseguimos estabelecer uma média: em geral, a fase de detoxificação e de tratamento dura de 30 dias a um ano, sendo que, em média, os programas de maior sucesso são os de 90 dias. Entretanto, há que se ter em mente que a manutenção do estado sóbrio, o período pós tratamento, durará a vida inteira.

Todos os tratamentos se iniciam com um período chamado de detox, em que o paciente para completamente de utilizar qualquer substância que vinha ingerindo. Nesse período, que dura cerca de 10 dias, todos os sintomas físicos da dependência serão eliminados. Ocorre que o maior problema é tratar a dependência psicológica – ela é que fará com que possam haver recaídas no meio do caminho. Por isso, o importante é que os programas de tratamento envolvam o diagnóstico de qualquer doença mental ou transtorno psicológico que possa levar o indivíduo ao abuso dessas substâncias. Casos como problemas de ansiedade ou depressão, por exemplo, são causas muito comuns da dependência.

Grande parte dos programas de internação dura 30, 60 ou 90 dias; entretanto, nos casos mais graves, eles podem chegar a durar mais que isso. Se o paciente escolher um acompanhamento à distância, o tempo pode ser maior ainda. Há que se ter em mente, entretanto, que, quanto maior a duração do tratamento, menor o risco de recaídas acontecerem após a alta. Após esse período, o paciente estará liberado para retornar ao convívio em sociedade. Entretanto, é fundamental que ele participe, pelo menos por algum tempo, de algum programa de manutenção, já que ele voltará a lidar com frustrações diariamente, e, por isso, alguma ajuda, de início, é fundamental, até que ele consiga sozinho lidar com os problemas do cotidiano.

Como Ajudar um Drogado em sua Recuperação?Como Ajudar um Drogado em sua Recuperação?

Como ajudar um drogado em sua recuperação

Às vezes, pode até parecer impossível fazer algo para ajudar um drogado em sua recuperação. A verdade, no entanto, é que família e amigos podem desempenhar um papel fundamental nesse processo, tanto que, muitas vezes, podem ser o diferencial para o sucesso do tratamento. E o primeiro passo para fazer isso é se informar. Estude sobre o vício, os efeitos da substância que seu familiar utiliza, estude sobre desordens mentais que normalmente acompanham o vício e saiba tudo o que puder sobre o processo de tratamento. Informação é vital para que você entenda melhor a situação e saiba como lidar com ela. Fora isso, existem algumas outras atitudes que você pode tomar. Saiba mais sobre elas.

  • Dê o suporte para que ele siga as recomendações do tratamento

Os tratamentos geralmente incluem diversas frentes de trabalho, que incluem os processos de destoxificação, terapias individuais e em grupo, orientação profissional, terapias de família e até tratamento medicamentoso caso necessário. Muitas pessoas se sentem desmotivadas e desmoralizadas durante esse processo, podem desenvolver problemas para manter a frequência nas sessões, tendem a minimizar os efeitos do vício e podem até não entender a necessidade de passar por tudo aquilo. Esteja do lado do viciado durante todos esses momentos. Encoraje-o a se manter assíduo ao tratamento, a tomar a medicação nos horários corretos, leve-o para conhecer novos círculos de pessoas que não usem drogas, faça com que ele se sinta integrado em uma nova vida.

  • Ajude-o a superar os momentos mais difíceis

Todos nós passamos por situações difíceis na vida; entretanto, para um viciado, lidar com grandes problemas, como a perda de um ente querido, o fim de um casamento, a perda ou o início de um novo emprego, tudo isso pode se tornar a gota d’água para que ele tenha alguma recaída. Por isso, ajude-o nesses momentos, inclusive mostrando como desenvolver algumas estratégias para lidar com tanto estresse. Esteja ali para conversar, escute o que ele tem a dizer sem julgamentos, e relembre-o de todas as táticas que ele tenha aprendido durante a recuperação para que ele possa utilizar-se delas. Às vezes, com o tempo, essa prática pode parecer desnecessária; no entanto, em um momento doloroso, lembrar-se dessas recomendações é crucial.

  • Reúna família e amigos e reaproxime as pessoas mais distantes

Todas as famílias têm problemas. No entanto, quanto menos deles chegarem ao viciado durante o caminho de sua recuperação, melhor. Certifique-se que antigos problemas sejam resolvidos e afaste quem não está propenso a ajudar. Quem irá conviver com o paciente deverá se esforçar para manter um clima harmônico e de paz na família; do contrário, deve-se evitar o contato e situações de conflito. Eleja ocasiões especiais para reuniões familiares saudáveis, em que todos passem um tempo de qualidade juntos e se ajudem a superar os problemas e esquecer os tempos difíceis. Dessa forma, você estará demonstrando o quanto você se importa com essa pessoa e o quanto o convívio em família pode ser bom e produtivo. O mesmo vale para grupos de amigos. Quanto mais positivo o ambiente, melhor.

Quanto tempo dura a abstinência de drogas?

Quanto tempo dura a abstinência de drogas?

Muito embora algumas pessoas consigam passar por um processo de destoxificação de drogas sozinhas ou acompanhadas por familiares, certo é que é muito mais seguro e menos traumático que ele seja acompanhado por especialistas, independentemente de internação ou não. Isso porque somente uma equipe médica é capaz de acompanhar o processo de eliminação das substâncias do organismo humano de forma segura, e a única capaz de receitar medicamentos que consigam neutralizar os efeitos da abstinência. Mas o tempo da abstinência de drogas varia muito, e depende do tipo de substância que foi utilizada pelo viciado.

A cocaína é uma droga estimulante que passa pela corrente sanguínea de forma muito rápida. Apesar disso, seus efeitos são bastante intensos, e normalmente incluem episódios de euforia, autoestima elevada e picos de energia, acelerando os batimentos cardíacos e elevando a temperatura corporal e a pressão sanguínea. A abstinência geralmente ocorre em três fases, sendo que a primeira ocorre cerca de nove horas após o consumo da última dose, e inclui agitação, depressão, sono excessivo e apetite aumentado. Em seguida, por cerca de uma até três semanas o usuário é tomado de uma grande ansiedade, irritação, insônia e é a fase em que o desejo pela droga é mais intenso. Por fim, por diversos meses ainda o viciado pode ter episódios de depressão e vontade de voltar a usar a droga.

  • Heroína

Outra droga estimulante, a heroína também provoca picos de euforia, e seus efeitos são ainda mais rápidos que a cocaína. Da mesma forma, ela também deixa o corpo muito rapidamente, sendo que 12 horas após a última dose os primeiros sintomas da abstinência começam a aparecer, e eles são também mais intensos, podendo chegar ao seu pico em 24 ou até 48 horas. Os sintomas são bastante parecidos com os de uma gripe forte, sendo que, em um primeiro momento, o usuário sente ansiedade, insônia e pode ter episódios de coriza, dores musculares, suores e cansaço; em um segundo momento, pode ter dores abdominais, diarreia, vômitos e tremores pelo corpo.

  • Analgésicos

Os analgésicos são medicamentos geralmente receitados para cortar a dor de pacientes que sofreram algum acidente ou passaram por alguma cirurgia. No entanto, também têm o efeito colateral de causar picos de prazer e de euforia, motivo pelo qual muitas pessoas acabam se viciando em seus efeitos. Isso é tão grave que os efeitos da abstinência chegam a ser muito parecidos com os do consumo de heroína, muito embora durem por um período menor, de cerca de 5 a 10 dias.

  • Álcool

Uma das drogas de maior utilização no mundo, estima-se que cerca de um a cada 12 adultos lutem contra o vício contra o álcool. Uma pessoa que bebe muito por um longo período de tempo pode experimentar sintomas de abstinência tão graves quanto os de quaisquer outras drogas ilícitas. Cerca de oito horas após a última dose, o viciado pode experimentar sintomas como ansiedade, depressão, dores de cabeça, insônia, mudanças repentinas de humor, tonturas, tremores e até vômitos. O pico dos sintomas ocorre entre 24 até 72 horas da última bebida, o que torna necessário que haja um monitoramento de perto do processo de detox de álcool.

O que é Ser um Dependente Químico?

O que é ser um dependente químico?

Muitas pessoas não conseguem entender por que ou como outras se tornam dependentes de substâncias químicas. Algumas delas até erroneamente pensam que um viciado é alguém que não tem educação ou força de vontade e que poderiam deixar de fazer uso de qualquer droga a qualquer momento, se quisessem. No entanto, esse quadro não podia estar mais longe da realidade. Fato é que ser um dependente químico, na verdade, é estar doente, e a recuperação exige muito mais que boa vontade ou determinação.

O vício é uma doença crônica que se caracteriza pela busca compulsiva de substâncias químicas para uso desenfreado, sem que o viciado consiga ter controle sobre isso, mesmo que ele saiba que o vício está destruindo sua vida social, familiar e financeira. Claro que a decisão de ingressar no mundo das drogas é voluntária, mas o vício acontece normalmente de forma silenciosa e, quando a pessoa percebe, ela já não tem mais autocontrole e não consegue mais resistir aos impulsos de ingerir a substância.

A imensa maioria das drogas afeta o sistema de recompensas do nosso cérebro. Em seu funcionamento normal, uma pessoa deve repetir determinado tipo de comportamento para que se sinta recompensada. Pense em todas as vezes que você comeu uma barra de chocolate porque merecia, ou ficou de pernas pro ar no final de semana porque teve dias turbulentos no trabalho, e a satisfação que isso te trouxe. Um dependente químico precisa usar a droga na qual se viciou para obter os mesmos efeitos, porque o cérebro “desliga” o funcionamento normal desse sistema, e a sensação de prazer só é atingida pelo uso da substância.

Conforme o uso da droga vai se prolongando no tempo, o cérebro vai se adaptando à quantidade de droga ingerida, e vai exigindo cada vez mais da substância para atingir os mesmos efeitos, o que começa a afetar outros circuitos cerebrais, como o aprendizado, a tomada de decisões, o raciocínio, o comportamento e até a forma como se lida com o estresse. O viciado começa a ter problemas com a família, se isola de seus círculos sociais e vê o rendimento no trabalho ou nos estudos despencar. Alguns chegam a perder o trabalho e gastar todo o seu dinheiro para manter o vício. Outros caem no mundo do crime para conseguir sustentar a necessidade de aquisição cada vez mais frequente da substância.

Uma notícia ruim é que, como qualquer outra doença crônica, tal qual a diabetes ou a asma, a dependência química não possui uma cura propriamente dita. No entanto, há uma boa notícia: os efeitos da dependência podem ser tratados e a compulsão pelo uso pode ser controlada pelo viciado desde que ele se submeta ao tratamento correto. O risco de recaídas existirá pelo resto de suas vidas, mas com as ferramentas certas fica muito mais fácil de controlá-lo. A submissão ao tratamento correto, como a terapia cognitivo-comportamental, largamente utilizada para os casos de vício, faz com que o usuário de drogas entenda os motivos pelos quais é levado ao uso dessas substâncias, e aprenda a controlar esses impulsos, o que não leva à cura, mas devolve o poder de controle sobre sua vida.

O que Caracteriza o Vício das Drogas?

O que caracteriza o vício das drogas?

O vício em drogas é uma situação extremamente preocupante e que pode tirar o chão não só o viciado, mas sua família e seu círculo de amigos próximos. Os mais jovens são particularmente mais vulneráveis, já que as pressões, os hormônios e a instabilidade típica dessa fase fazem com que mais facilmente eles se entreguem às sensações provocadas pela droga. Por isso, é muito importante que os pais e os amigos próximos fiquem muito atentos aos sinais que caracterizam o vício das drogas, para que possam agir o mais cedo possível.

Os sintomas físicos podem incluir uma súbita e inexplicável perda de peso, já que drogas estimulantes, como ecstasy e cocaína têm efeitos colaterais de perda de apetite por um longo período de tempo, e fazem com que o corpo precise trabalhar dobrado para manter suas funções vitais, perdendo muito mais calorias. Pupilas dilatadas e olhos vermelhos e lacrimejantes também são sinais importantes, já que as drogas afetam uma área do cérebro diretamente responsável pelo centro de visão.

Outros efeitos físicos comuns são a letargia, especialmente durante o dia, o que faz com que o viciado fique longos períodos sem se movimentar muito, ou fique extremamente difícil de ser despertado pelas manhãs, podendo dormir pesado durante o expediente ou durante as aulas. Desorientação, náuseas e vômitos, palpitações e arritmia também são sintomas comuns, e que podem aparecer especialmente quando os efeitos da droga começarem a diminuir.

Psicologicamente falando, há uma súbita mudança de comportamento, seja emocional ou social. Episódios de agressividade também são comuns, o que pode ser acentuado pela mudança hormonal em jovens – adolescentes antes pacíficos de repente passam a se envolver em brigas na escola ou a reagir de forma violenta contra autoridades como pais e professores. Também pode haver episódios de mudança repentina de humor: em um momento, estão extremamente calmos e, no momento seguinte, estão absolutamente irritados.

Distúrbios de sono e estado de alerta e paranoia também são comuns. Eles podem se tornar arredios e medrosos, achando que são perseguidos por todas as pessoas, o que também pode levar a episódios de violência ou de isolamento. Também passam a deixar de pensar com clareza, o que, além de prejudicar o raciocínio, ainda afeta os padrões de sono, que passa a ser extremamente irregular, sendo que alguns viciados apelam a tranquilizantes ou outras drogas calmantes para conseguir dormir. Viciados nesse padrão chegam a alternar mais de um dia acordados em estado eufórico com doze, quinze horas de sono ininterrupto.

Se você conhece alguém que tem algum desses sinais, saiba que é hora de conversar com essa pessoa e agir. Não se esqueça que o viciado normalmente é uma pessoa arredia, e irá negar a dependência a todo custo. Portanto, não faça abordagens violentas; converse devagar e mostre-se aberto a entender e a ajudar com a situação. Um sistema de suporte sólido de família e amigos é extremamente importante para a recuperação do dependente, e pode ser toda a diferença para o sucesso do tratamento a ser buscado.

O que causa a dependência química?

O que causa a dependência química?

A dependência química é uma doença do nosso cérebro que leva o usuário de drogas, álcool ou medicamentos controlados a ter comportamentos incontroláveis, mudando completamente de personalidade e se tornando incapaz de frear o consumo dessas substâncias, não importa as consequências que isso tenha em suas vidas. Entretanto, o problema do vício não se torna óbvio de um dia para o outro; normalmente, ele começa com usos ocasionais dessas substâncias que, para algumas pessoas pode não causar dependência, mas que, para outras, pode se tornar uma necessidade. Então, o que causa a dependência química?

O vício em drogas afeta diretamente as estruturas do cérebro e a forma com que os usuários experimentam sensações como as de prazer e de calma, através da alteração das químicas que ocorrem em nossos neurotransmissores. O uso das drogas leva à liberação de inúmeros impulsos nervosos de forma rápida, o que explica a sensação de euforia ou de letargia causada pelo uso dessas substâncias, a depender do seu princípio ativo. Entretanto, as substâncias são rapidamente absorvidas pelo organismo, o que leva o usuário a buscar nova ingestão delas para atingir o mesmo efeito. Ainda, o organismo humano vai se adaptando à quantidade de química, de forma que o usuário precisa de cada vez mais droga para atingir os efeitos desejados.

Como qualquer outro problema mental e de saúde, inúmeros fatores podem determinar se uma pessoa é mais suscetível a se tornar um viciado ou não. A genética, por exemplo, é um deles, e influencia a forma com que seu corpo e seu cérebro processam a substância, o que pode acelerar ou retardar o processo do vício. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos estima que a genética é responsável por cerca de 50% do risco de se tornar um dependente químico, estatística essa que pode ser aumentada a depender dos fatores motivacionais e circunstanciais da vida dessa pessoa.

O ambiente em que o viciado vive também é um grande fator de risco, já que influencia diretamente o seu comportamento. Uma pessoa que nasce em um meio em que não existe apoio social nem da família, que é cercada de usuários de drogas, que possui histórico de abusos ou negligência e cuja família tenha inúmeros problemas tem mais riscos de buscar refúgio nas drogas – e isso independe da classe social a que pertence. Ao crescerem, normalmente essas pessoas não desenvolvem habilidades para lidar com estresse e ansiedade, e desenvolvem comportamentos compulsivos, dentre os quais o uso de substâncias químicas.

Pessoas de qualquer sexo, idade, raça ou classe econômica podem se tornar viciadas em alguma droga, mas a incidência é maior quando elas possuem familiares que também têm esse problema – quanto mais próximos, mais altas as chances –, em pessoas com distúrbios psicológicos, como depressão ou problemas graves de ansiedade, hiperatividade, estresse pós-traumático, etc., em pessoas que tiveram traumas na infância, como histórico de abuso sexual ou violência doméstica, e o uso de substâncias altamente viciantes, como estimulantes estilo crack, que pode chegar a viciar desde o primeiro uso.

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