Como Funciona Uma Clínica De Reabilitação

Como Funciona uma Clínica de Reabilitação

Se você possui algum dependente químico em sua família, sem dúvida a melhor maneira de ajudá-lo é iniciando o tratamento em uma clínica de recuperação. Mas uma das principais dúvidas que podem surgir é como funciona uma clínica de reabilitação.

Se essa é uma das suas dúvidas, continue a leitura para entender como a clínica de reabilitação funciona. O que cada paciente e seus familiares podem esperar com relação ao tratamento e a internação.

Uma das primeiras coisas que queremos deixar bem clara é que não há motivo para ter vergonha em buscar ajuda.

Este é um problema bem comum entre os dependentes químicos, deixar de procurar ajuda profissional por vergonha.

Reconhecer que precisa de ajuda já é um grande passo em direção ao tratamento, pois muitos sequer reconhecem ou aceitam que estão doentes.

Portanto, se você é um dependente químico, ou possui algum familiar que se encontra nessa situação, não deixe que a vergonha ou medo do julgamento alheio impeça o tratamento.

Saiba que são mais de 35 milhões de pessoas pelo mundo que passam pelo mesmo problema, segundo dados do Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) . Ou seja, que sofrem com a dependência química.

A vida humana recuperada e livre da doença é muito mais importante do que qualquer sentimento de vergonha, medo ou outro empecilho.

Agora sim, vamos falar de como funciona uma clínica de reabilitação.

Saiba os detalhes de como funciona uma clínica de reabilitação

Saiba os detalhes de como funciona uma clínica de reabilitação

A clínica de reabilitação é mais do que um hospital, é um local onde o dependente químico irá reaprender a viver, depois de ter sua vida praticamente destruída pela dependência química.

Na clínica de reabilitação existe o tratamento médico, em que o paciente passa por exames para verificar se há danos físicos ao corpo, se existe alguma outra doença causada pela dependência química.

Além da desintoxicação, que é o processo de “limpeza” do organismo para eliminar as substâncias nocivas que tanto prejudicam o corpo.

Um diferencial da clínica de reabilitação são as diversas atividades realizadas em seu interior. Veja logo em seguida, com mais detalhes, algumas dessas atividades:

  • Terapia ocupacional: nela, o terapeuta aplica atividades com o objetivo de ajudar o paciente a vencer dificuldades relacionadas a ter independência no campo social, educacional ou físico.
  • Terapia em grupo: nesta atividade o profissional terapeuta supervisiona e interage na conversa entre os pacientes e estes trocam experiências entre si.
  • Atividades físicas: além delas ajudarem o paciente a ter uma saúde física melhor, ajudam também a ter uma mente mais saudável. Isso acontece por causa da dopamina e serotonina. Estimuladas pela atividade física, são substâncias responsáveis por causar a sensação de bem-estar e felicidade no cérebro humano.
  • Palestras: profissionais especializados nos assuntos relacionados à dependência química ministram palestras para ajudar e motivar os pacientes a ficarem livres da doença o mais depressa possível. E menos propensos a recaídas. Além de muitos outros benefícios.
  • Acompanhamento individual: além das reuniões e atividades em grupo, o paciente também conta com um acompanhamento médico e terapêutico individual. Isso, porque a causa da dependência química tem origens e se desenvolve por motivos diferentes, de acordo com cada pessoa.

Conheça o Grupo Nova Etapa

Agora que você sabe como funciona uma clínica de reabilitação, convidamos você a conhecer mais sobre o Grupo Nova Etapa.

O Grupo Nova Etapa surgiu em 1998 com o objetivo de proporcionar um atendimento especializado para as pessoas que sofrem com a dependência química.

Contamos com profissionais altamente capacitados e experientes para lidar com cada paciente e situações variadas.

Nosso objetivo é a restauração da qualidade de vida dos nossos pacientes, através do equilíbrio físico, emocional e psicológico.

Se você precisa de ajuda para combater a dependência química, entre em contato conosco agora mesmo. Estamos prontos para atender você!

Dependência Química tem cura?

Dependência Química tem cura?

A dependência química é uma doença que traz danos não só para quem faz o uso da droga, mas para todos a sua volta também.

Um tratamento adequado é muito importante, pois é a única forma de garantir que o usuário fique livre do vício. É o único meio de garantir a integridade física do indivíduo.

Quais são os métodos de tratamento para recuperação da dependência química?

Os quadros de dependência química podem se desenvolver de forma diferente em cada pessoa. Por isso é importante buscar tratamento, o qual deve ser planejado de acordo com as individualidades. Assim, as chances de recuperação são bem maiores.

Veja abaixo alguns dos elementos usados no tratamento.

  • Grupo de apoio: Os grupos são bastante eficazes na recuperação de um dependente. Eles trabalham a auto confiança e a vontade própria de cada pessoa de se livrar das drogas. Nas reuniões, o dependente conhece histórias de outros que passam pela mesma situação, sendo sempre apoiado e incentivado.
  • Atendimento MédicoAtravés de uma consulta médica, é verificado o estado de saúde do dependente. Checa-se a necessidade de exames complementares para averiguar se o uso de substâncias pode ter desencadeado doenças que necessitem de tratamento.
  • Atendimento Psicológico e Psiquiátrico: Durante esse acompanhamento, o paciente receberá medicação prescrita por um médico psiquiatra para lhe ajudar a controlar crises de abstinência, por  exemplo. Ele também será encaminhado a consultas com o psicólogo. Esta terapia individual costuma ser muito importante para que a pessoa compreenda as causas da dependência.

 

Buscando ajuda

Sim, existe cura para a dependência química, mas é essencial buscar ajuda. Procure uma Clínica de Recuperação como o Grupo Nova Etapa. O tratamento deve ser iniciado de imediato.

Grupo Nova Etapa possui toda uma estrutura para atender ao paciente e conta com uma gama de profissionais totalmente capacitados.

Visite uma de nossas unidades mais próxima a você e conheça nosso ambiente e planos de tratamento. Quanto mais rápido a doença é tratada, maiores são as chances de cura.

Quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico?

Quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico?

Uma das primeiras perguntas que um paciente ou sua família fazem quando buscam o tratamento é: quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico? Bem, a resposta é que depende. Depende exatamente daquilo que você quer dizer com recuperação. Se você acha que a dependência química possui cura, a resposta é “não”. Esse tipo de vício é, na verdade, uma doença, que pode ser equiparada a doenças crônicas, como a asma. Você pode controlar sua intensidade e os seus sintomas, mas ela nunca vai desaparecer por completo.

Mas se para você a recuperação significa a possibilidade de voltar a viver uma vida normal, com vida social, trabalho, finanças e família em ordem, sem que nenhuma de suas atitudes seja comandada pelo vício, então sim, isso é possível. Se houver a devida intervenção e o tratamento correto, o paciente pode aprender a controlar os impulsos de consumo, a lidar com qualquer tipo de gatilho que o leve a buscar a solução nas drogas e a substituir os hábitos antigos por outros mais saudáveis.

Ocorre que, como cada pessoa é única, da mesma forma o tratamento de cada paciente também será único. Sua duração irá depender de inúmeros fatores, tais como: o tipo de droga usada, o tempo e a profundidade do vício, os fatores psicológicos que o levaram a buscar a droga como alívio, a existência de apoio familiar ou não, se a procura da cura foi voluntária ou não, se o paciente aderiu de fato ao tratamento, etc. É claro que conseguimos estabelecer uma média: em geral, a fase de detoxificação e de tratamento dura de 30 dias a um ano, sendo que, em média, os programas de maior sucesso são os de 90 dias. Entretanto, há que se ter em mente que a manutenção do estado sóbrio, o período pós tratamento, durará a vida inteira.

Todos os tratamentos se iniciam com um período chamado de detox, em que o paciente para completamente de utilizar qualquer substância que vinha ingerindo. Nesse período, que dura cerca de 10 dias, todos os sintomas físicos da dependência serão eliminados. Ocorre que o maior problema é tratar a dependência psicológica – ela é que fará com que possam haver recaídas no meio do caminho. Por isso, o importante é que os programas de tratamento envolvam o diagnóstico de qualquer doença mental ou transtorno psicológico que possa levar o indivíduo ao abuso dessas substâncias. Casos como problemas de ansiedade ou depressão, por exemplo, são causas muito comuns da dependência.

Grande parte dos programas de internação dura 30, 60 ou 90 dias; entretanto, nos casos mais graves, eles podem chegar a durar mais que isso. Se o paciente escolher um acompanhamento à distância, o tempo pode ser maior ainda. Há que se ter em mente, entretanto, que, quanto maior a duração do tratamento, menor o risco de recaídas acontecerem após a alta. Após esse período, o paciente estará liberado para retornar ao convívio em sociedade. Entretanto, é fundamental que ele participe, pelo menos por algum tempo, de algum programa de manutenção, já que ele voltará a lidar com frustrações diariamente, e, por isso, alguma ajuda, de início, é fundamental, até que ele consiga sozinho lidar com os problemas do cotidiano.

O que é Ser um Dependente Químico?

O que é ser um dependente químico?

Muitas pessoas não conseguem entender por que ou como outras se tornam dependentes de substâncias químicas. Algumas delas até erroneamente pensam que um viciado é alguém que não tem educação ou força de vontade e que poderiam deixar de fazer uso de qualquer droga a qualquer momento, se quisessem. No entanto, esse quadro não podia estar mais longe da realidade. Fato é que ser um dependente químico, na verdade, é estar doente, e a recuperação exige muito mais que boa vontade ou determinação.

O vício é uma doença crônica que se caracteriza pela busca compulsiva de substâncias químicas para uso desenfreado, sem que o viciado consiga ter controle sobre isso, mesmo que ele saiba que o vício está destruindo sua vida social, familiar e financeira. Claro que a decisão de ingressar no mundo das drogas é voluntária, mas o vício acontece normalmente de forma silenciosa e, quando a pessoa percebe, ela já não tem mais autocontrole e não consegue mais resistir aos impulsos de ingerir a substância.

A imensa maioria das drogas afeta o sistema de recompensas do nosso cérebro. Em seu funcionamento normal, uma pessoa deve repetir determinado tipo de comportamento para que se sinta recompensada. Pense em todas as vezes que você comeu uma barra de chocolate porque merecia, ou ficou de pernas pro ar no final de semana porque teve dias turbulentos no trabalho, e a satisfação que isso te trouxe. Um dependente químico precisa usar a droga na qual se viciou para obter os mesmos efeitos, porque o cérebro “desliga” o funcionamento normal desse sistema, e a sensação de prazer só é atingida pelo uso da substância.

Conforme o uso da droga vai se prolongando no tempo, o cérebro vai se adaptando à quantidade de droga ingerida, e vai exigindo cada vez mais da substância para atingir os mesmos efeitos, o que começa a afetar outros circuitos cerebrais, como o aprendizado, a tomada de decisões, o raciocínio, o comportamento e até a forma como se lida com o estresse. O viciado começa a ter problemas com a família, se isola de seus círculos sociais e vê o rendimento no trabalho ou nos estudos despencar. Alguns chegam a perder o trabalho e gastar todo o seu dinheiro para manter o vício. Outros caem no mundo do crime para conseguir sustentar a necessidade de aquisição cada vez mais frequente da substância.

Uma notícia ruim é que, como qualquer outra doença crônica, tal qual a diabetes ou a asma, a dependência química não possui uma cura propriamente dita. No entanto, há uma boa notícia: os efeitos da dependência podem ser tratados e a compulsão pelo uso pode ser controlada pelo viciado desde que ele se submeta ao tratamento correto. O risco de recaídas existirá pelo resto de suas vidas, mas com as ferramentas certas fica muito mais fácil de controlá-lo. A submissão ao tratamento correto, como a terapia cognitivo-comportamental, largamente utilizada para os casos de vício, faz com que o usuário de drogas entenda os motivos pelos quais é levado ao uso dessas substâncias, e aprenda a controlar esses impulsos, o que não leva à cura, mas devolve o poder de controle sobre sua vida.

O que causa a dependência química?

O que causa a dependência química?

A dependência química é uma doença do nosso cérebro que leva o usuário de drogas, álcool ou medicamentos controlados a ter comportamentos incontroláveis, mudando completamente de personalidade e se tornando incapaz de frear o consumo dessas substâncias, não importa as consequências que isso tenha em suas vidas. Entretanto, o problema do vício não se torna óbvio de um dia para o outro; normalmente, ele começa com usos ocasionais dessas substâncias que, para algumas pessoas pode não causar dependência, mas que, para outras, pode se tornar uma necessidade. Então, o que causa a dependência química?

O vício em drogas afeta diretamente as estruturas do cérebro e a forma com que os usuários experimentam sensações como as de prazer e de calma, através da alteração das químicas que ocorrem em nossos neurotransmissores. O uso das drogas leva à liberação de inúmeros impulsos nervosos de forma rápida, o que explica a sensação de euforia ou de letargia causada pelo uso dessas substâncias, a depender do seu princípio ativo. Entretanto, as substâncias são rapidamente absorvidas pelo organismo, o que leva o usuário a buscar nova ingestão delas para atingir o mesmo efeito. Ainda, o organismo humano vai se adaptando à quantidade de química, de forma que o usuário precisa de cada vez mais droga para atingir os efeitos desejados.

Como qualquer outro problema mental e de saúde, inúmeros fatores podem determinar se uma pessoa é mais suscetível a se tornar um viciado ou não. A genética, por exemplo, é um deles, e influencia a forma com que seu corpo e seu cérebro processam a substância, o que pode acelerar ou retardar o processo do vício. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos estima que a genética é responsável por cerca de 50% do risco de se tornar um dependente químico, estatística essa que pode ser aumentada a depender dos fatores motivacionais e circunstanciais da vida dessa pessoa.

O ambiente em que o viciado vive também é um grande fator de risco, já que influencia diretamente o seu comportamento. Uma pessoa que nasce em um meio em que não existe apoio social nem da família, que é cercada de usuários de drogas, que possui histórico de abusos ou negligência e cuja família tenha inúmeros problemas tem mais riscos de buscar refúgio nas drogas – e isso independe da classe social a que pertence. Ao crescerem, normalmente essas pessoas não desenvolvem habilidades para lidar com estresse e ansiedade, e desenvolvem comportamentos compulsivos, dentre os quais o uso de substâncias químicas.

Pessoas de qualquer sexo, idade, raça ou classe econômica podem se tornar viciadas em alguma droga, mas a incidência é maior quando elas possuem familiares que também têm esse problema – quanto mais próximos, mais altas as chances –, em pessoas com distúrbios psicológicos, como depressão ou problemas graves de ansiedade, hiperatividade, estresse pós-traumático, etc., em pessoas que tiveram traumas na infância, como histórico de abuso sexual ou violência doméstica, e o uso de substâncias altamente viciantes, como estimulantes estilo crack, que pode chegar a viciar desde o primeiro uso.

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